quarta-feira, maio 31, 2006
Neurogenesis: mais um furo no barco
Quando andava à procura de labs ainda considerei o campo da neurogenesis porque era algo bastante recente e parecia que grandes conclusões sobre a verdadeira função da neurogenése no cérebro adulto ainda estava por descobrir. Depois havia aquela hipótese de poder estar relacionado com learning and memory que era o que eu queria fazer hehe Mas depois de ler uns papers com mais atenção, é fácil verificar que é um campo cheio de lacunas e resultados controvernos nomeadamente por a maioria dos métodos utilizados para prevenir a divisão celular serem tóxicos.
Esta semana saiu mais um paper na nature neuroscience a reforçar a ideia que neurogénse não desempenha uma papel fundamental para learning and memory.
Os artigos clássicos que mostram uma correlação entre neurogénese e aprendizagem melhorada normalmente usam um protocolo que se chama "meio rico". Isto é, os ratos antes dos testes de memória são colocados em casas cheias de brinquedos que eles podem explorar à vontade; andar na rodinha :) (fazem exercício) etc. Quando comparam os ratos que estiveram durante semanas num ambiente enriquecido com ratos que passaram aquelas semanas todas na sua caixita boring, os ratitos que andaram a brincar portam-se melhor e têm maior facilidade em aprender. Ora brincar faz bem! Vamos para os copos??!!! ... continuando
E normalmente o pessoal diz que esta maior facilidade em aprendizagem se deve à neurogénese.
Neste paper, eles previnem a divisão celular (que ocorre normalmente no hipocampo) com radiação; medem a divisão celular com BrdU e DCX (e mostram que não há divisão) mas quando comparam a performance dos dois tipos de grupo: ratos que estiveram num ambiente enriquecido com e sem neurogénese bloqueada e ratos que não estiveram naquele ambiente (com e sem neurogénse bloqueada) a diferença é a mesma, ou seja, não é a neurogénse a responsável pela melhoria observada nos ratos que andaram a brincar.
Os testes que usaram para estudar a memória foi o water maze.
E pronto, se pensarem em neurogénese, não tem nada a ver com learning and memory!
Esta semana saiu mais um paper na nature neuroscience a reforçar a ideia que neurogénse não desempenha uma papel fundamental para learning and memory.
Os artigos clássicos que mostram uma correlação entre neurogénese e aprendizagem melhorada normalmente usam um protocolo que se chama "meio rico". Isto é, os ratos antes dos testes de memória são colocados em casas cheias de brinquedos que eles podem explorar à vontade; andar na rodinha :) (fazem exercício) etc. Quando comparam os ratos que estiveram durante semanas num ambiente enriquecido com ratos que passaram aquelas semanas todas na sua caixita boring, os ratitos que andaram a brincar portam-se melhor e têm maior facilidade em aprender. Ora brincar faz bem! Vamos para os copos??!!! ... continuando
E normalmente o pessoal diz que esta maior facilidade em aprendizagem se deve à neurogénese.
Neste paper, eles previnem a divisão celular (que ocorre normalmente no hipocampo) com radiação; medem a divisão celular com BrdU e DCX (e mostram que não há divisão) mas quando comparam a performance dos dois tipos de grupo: ratos que estiveram num ambiente enriquecido com e sem neurogénese bloqueada e ratos que não estiveram naquele ambiente (com e sem neurogénse bloqueada) a diferença é a mesma, ou seja, não é a neurogénse a responsável pela melhoria observada nos ratos que andaram a brincar.
Os testes que usaram para estudar a memória foi o water maze.
E pronto, se pensarem em neurogénese, não tem nada a ver com learning and memory!
terça-feira, maio 30, 2006
Genetics: What is a gene?
Pelo menos a mim fez-me lembrar qualquer coisa... Saiu na semana passada na Nature um artigo interessante sobre os limites da definição de gene e as novidades a ter em conta quando se tenta definir um gene. Grande parte delas já tinhamos falado pelos cursos mas nunca é de mais recordar e acrescentar nova informação.
A primeira nova informação que surgiu e que abalou a definição de um gene foi a descoberta do splicing alternativo em vírus em 1977, portanto a ideia de um gene uma proteína já não estava correcta.
Depois fala da existência de fused transcripts que acontecem quando a RNA pol inicia a transcrição num "gene" e continua por ali fora trascrevendo vários "genes".
No curso de RNA também já tínhamos ouvido falar de RNAs que desempenham funções celulares como se fossem uma proteína. Mas o que eu acho mais interessante é a possibilidade de o RNA poder funcionar como template para o DNA. Aqui eles dão o exemplo do gene kit estudado no rato em que os descendentes de dois ratos com um gene mutado e um normal, apesar de terem recebido dois genes normais, ainda têm o fenótipo característico da mutação e a justificação está na acumulação de RNA mutado que é transmtida à descendência.
Outro exemplo que eles dão é na planta Arabidopsis. Então, algumas plantas têm o gene hothead (não sei o porquê do nome) normal apesar de os seus "pais" terem o gene mutado. A explicação está na utlização de RNA que foi passado às gerações futuras como template para substituir a mutação no DNA.
Não sei até que ponto estas novas definições poderão alterar o nosso trabalho prático no dia a dia mas por exemplo em biologia computacional onde os "genes" são analisados e alinhados e comparados, sem dúvida que vem revolucionar um pouco.
(E agora a minha chefe apareceu aqui e vei-o me dar trabalho lol)
A primeira nova informação que surgiu e que abalou a definição de um gene foi a descoberta do splicing alternativo em vírus em 1977, portanto a ideia de um gene uma proteína já não estava correcta.
Depois fala da existência de fused transcripts que acontecem quando a RNA pol inicia a transcrição num "gene" e continua por ali fora trascrevendo vários "genes".
No curso de RNA também já tínhamos ouvido falar de RNAs que desempenham funções celulares como se fossem uma proteína. Mas o que eu acho mais interessante é a possibilidade de o RNA poder funcionar como template para o DNA. Aqui eles dão o exemplo do gene kit estudado no rato em que os descendentes de dois ratos com um gene mutado e um normal, apesar de terem recebido dois genes normais, ainda têm o fenótipo característico da mutação e a justificação está na acumulação de RNA mutado que é transmtida à descendência.
Outro exemplo que eles dão é na planta Arabidopsis. Então, algumas plantas têm o gene hothead (não sei o porquê do nome) normal apesar de os seus "pais" terem o gene mutado. A explicação está na utlização de RNA que foi passado às gerações futuras como template para substituir a mutação no DNA.
Não sei até que ponto estas novas definições poderão alterar o nosso trabalho prático no dia a dia mas por exemplo em biologia computacional onde os "genes" são analisados e alinhados e comparados, sem dúvida que vem revolucionar um pouco.
(E agora a minha chefe apareceu aqui e vei-o me dar trabalho lol)
segunda-feira, maio 29, 2006
terça-feira, maio 23, 2006
quinta-feira, maio 18, 2006
OOhhhhh nãaaaoooooooo!
Entrei aqui no Leucippus e fui o visitante número 666!!!! Tou possuíiiiidaaaaaaaaa!!!!!!!
Entrei aqui no Leucippus e fui o visitante número 666!!!! Tou possuíiiiidaaaaaaaaa!!!!!!!
terça-feira, maio 09, 2006
quarta-feira, maio 03, 2006
PGDBs Anónimos
Boa Noite. Chamo-me Daniel... (longo silêncio) e sou um PGDB.
(palmas e expressões de encorajamento)
Tudo começou de forma inocente. Uma conversa casual, num dia como todos os outros:
- Olha, já ouviste falar no PGDB?
- Não, o que é?
- É um programa de doutoramento, muito fixe. Tu, que gostas de biologia, mas que tens medo de te meter porque nunca tiveste, acho que devias experimentar. O primeiro ano é teórico e dão as bases teóricas da biologia. Depois tens liberdade para escolher o teu projecto.
- A sério? Isso parece muito porreiro... Prometo-te que vou dar uma olhadela.
(sinais de reprovação na audiência)
Nunca pensei, pensando agora em retrospectiva, que esta conversa casual pudesse ter um impacto tão grande na minha vida. Nunca pensei... que de um rapazinho inocente, que passava a vida a jogar computador e a jogar à bola, me transformasse em alguém que não consegue passar sem a última edição da Nature, ou da Developmental Biology. Em alguém que arranja mais artigos do que aqueles que consegue imprimir, quanto mais ler. Alguém que ganhou uma curiosidade insaciável pelos mistérios da vida. Alguém que aprendeu com os melhores professores e com os melhores colegas que se pode ter, a pesquisar as diferentes perspectivas de um problema e analisá-las com sentido crítico, formando uma opinião própria e sustentada com argumentação. Alguém que aos poucos vai compreendendo que um doutoramento não é a procura solitária de um Holy Grail, de uma verdade escondida algures numa caverna de sombras fabricadas por algum sofisticado jogo de luzes. Que um doutoramento consiste em marcar a nossa posição na comunidade e em receber a sua aprovação para poder contribuir para a procura dessa utópica verdade.
Nunca pensei em vir a atravessar este caminho... mas agora que cheguei até aqui não consigo voltar para trás. Não vejo a luz ao fundo do túnel (e como ele me parece longo!) mas fechei uma porta para a qual já não tenho a chave.
Pôrra, sou um PGDB... e não consigo deixar de o ser...
(reclinação humilde e silêncio triste)
PS: Desculpem-me por este post... hoje foi um dia de merda!
(palmas e expressões de encorajamento)
Tudo começou de forma inocente. Uma conversa casual, num dia como todos os outros:
- Olha, já ouviste falar no PGDB?
- Não, o que é?
- É um programa de doutoramento, muito fixe. Tu, que gostas de biologia, mas que tens medo de te meter porque nunca tiveste, acho que devias experimentar. O primeiro ano é teórico e dão as bases teóricas da biologia. Depois tens liberdade para escolher o teu projecto.
- A sério? Isso parece muito porreiro... Prometo-te que vou dar uma olhadela.
(sinais de reprovação na audiência)
Nunca pensei, pensando agora em retrospectiva, que esta conversa casual pudesse ter um impacto tão grande na minha vida. Nunca pensei... que de um rapazinho inocente, que passava a vida a jogar computador e a jogar à bola, me transformasse em alguém que não consegue passar sem a última edição da Nature, ou da Developmental Biology. Em alguém que arranja mais artigos do que aqueles que consegue imprimir, quanto mais ler. Alguém que ganhou uma curiosidade insaciável pelos mistérios da vida. Alguém que aprendeu com os melhores professores e com os melhores colegas que se pode ter, a pesquisar as diferentes perspectivas de um problema e analisá-las com sentido crítico, formando uma opinião própria e sustentada com argumentação. Alguém que aos poucos vai compreendendo que um doutoramento não é a procura solitária de um Holy Grail, de uma verdade escondida algures numa caverna de sombras fabricadas por algum sofisticado jogo de luzes. Que um doutoramento consiste em marcar a nossa posição na comunidade e em receber a sua aprovação para poder contribuir para a procura dessa utópica verdade.
Nunca pensei em vir a atravessar este caminho... mas agora que cheguei até aqui não consigo voltar para trás. Não vejo a luz ao fundo do túnel (e como ele me parece longo!) mas fechei uma porta para a qual já não tenho a chave.
Pôrra, sou um PGDB... e não consigo deixar de o ser...
(reclinação humilde e silêncio triste)
PS: Desculpem-me por este post... hoje foi um dia de merda!
terça-feira, maio 02, 2006
Resposta do José Antão
O objectivo é entregar esta avaliacão ao António Coutinho e à direccão da
FCG. Foi-me sugerido pelo próprio que manifestássemos uma opinião do grupo
de estudantes. Acho que é melhor ter uma posicão marcada nesta altura do que
simplesmente assobiar para o lado e baixar os bracos. Uma coisa que poderá
estar em causa, por exemplo, é a reunião anual. O estado de indefinicão
directiva está a manter as coisas num estado de apatia, que se não nos
mexermos nos vai vencer pelo cansaco e pela inércia.
Ou seja, ninguém tem de preencher inquérito nenhum, nem tem de estar
interessado no assunto. Se achares que o tema vale 5 minutos, quantas mais
opiniões se puderem juntar, melhor.
FCG. Foi-me sugerido pelo próprio que manifestássemos uma opinião do grupo
de estudantes. Acho que é melhor ter uma posicão marcada nesta altura do que
simplesmente assobiar para o lado e baixar os bracos. Uma coisa que poderá
estar em causa, por exemplo, é a reunião anual. O estado de indefinicão
directiva está a manter as coisas num estado de apatia, que se não nos
mexermos nos vai vencer pelo cansaco e pela inércia.
Ou seja, ninguém tem de preencher inquérito nenhum, nem tem de estar
interessado no assunto. Se achares que o tema vale 5 minutos, quantas mais
opiniões se puderem juntar, melhor.
Receberam isto?
Vocês sabiam alguma coisa que isto estava a ser preparado?
Para que serve agora que o programa já acabou??
Dear colleagues,
I hope everything is well with everybody.
As most of you may be aware of, there has been some turmoil surrounding the
PGDB lately.
All the way through it, I've felt like we, the students, haven't had a very
prominent role in pointing out problems or finding out solutions for the
Program. The main factor to this apparent lack of interest is the lack of a
concerted position from us.
I would therefore like you to take the 5 minutes it takes to fill out the
attached questionnaire and email it back to me. Do not answer anything you
don't want to. If you want to fill it out anonymously you can do so, but the
only guarantee you get for that status is my word that I won't look for or
share identities. Even though I don't see enough reasons for someone to
hide.
Also, please reply to me only, to avoid cluttering mailboxes with
unsolicited emails.
I will process the data coming back from you and give it to the IGC/FCG
Directions.
Whatever the outcome of this initiative, if any, I believe our group opinion
should be on the table, because all other parts will have theirs.
Finally, the list of addresses I'm sending this email to is as comprehensive
as I could gather, but feel free to forward it to any fellow PGDB students I
may have missed.
Thank you very much for your time and good luck with your research.
Para que serve agora que o programa já acabou??
Dear colleagues,
I hope everything is well with everybody.
As most of you may be aware of, there has been some turmoil surrounding the
PGDB lately.
All the way through it, I've felt like we, the students, haven't had a very
prominent role in pointing out problems or finding out solutions for the
Program. The main factor to this apparent lack of interest is the lack of a
concerted position from us.
I would therefore like you to take the 5 minutes it takes to fill out the
attached questionnaire and email it back to me. Do not answer anything you
don't want to. If you want to fill it out anonymously you can do so, but the
only guarantee you get for that status is my word that I won't look for or
share identities. Even though I don't see enough reasons for someone to
hide.
Also, please reply to me only, to avoid cluttering mailboxes with
unsolicited emails.
I will process the data coming back from you and give it to the IGC/FCG
Directions.
Whatever the outcome of this initiative, if any, I believe our group opinion
should be on the table, because all other parts will have theirs.
Finally, the list of addresses I'm sending this email to is as comprehensive
as I could gather, but feel free to forward it to any fellow PGDB students I
may have missed.
Thank you very much for your time and good luck with your research.





